“Os Jackson four” – ACBMX

Entrevista e vídeo com a galera do Acre que está passando uma temporada em São Paulo.

CG: Onde vocês estão hospedados?

Cleiton: Estamos na divisa de Guarulhos, na Vila Nova Galvão. Através do nosso amigo Tutano, nós alugamos uma casa e fizemos nossa base lá.

CG: Há uanto tempo vocês já estão em São Paulo?

Gustavo: Hoje está fazendo um mês, e estamos pretendendo passar mais um mês.

CG: Gustavo, você é o único que não é de Rio Branco?

Gustavo: Isso. Sou de Sena Madureira. Minha cidade fica a 140 Km de Rio Branco.

CG: E como vocês se conheceram?

Gustavo: Eles foram uma vez para minha cidade, e ficamos amigos. Depois disso, sempre quando dá, eu vou pra Rio Branco pra andar com eles.

CG: Os outros 3 eu sei que já vieram antes pra São Paulo. E você, já tinha vindo pra cá?

Gustavo: Não, essa é minha primeira vez. Ainda estou assustado (risos). Você pode imaginar? Sou de uma cidade pequena do interior do Acre e derrepente estou aqui em São Paulo, a maior cidade da América Latina. Isso foi um baque pra mim. Mas já estou me acostumando.

CG: Qual é a importância desse intercâmbio que vocês estão fazendo?

Rudson: Pra nós tem sido muito importante pois estamos conhecendo outros lugares para andar e isso tem nos ajudado muito na evolução do nosso BMX.

Cleiton: Eu achei muito bom a experiência com os pilotos profissionais, pois podemos treinar juntos e, com isso, aprendemos muitas técnicas. Eles sempre nos ajudam com uma dica ou outra mostrando onde estamos agindo errado.

CG: Quais locais vocês já conheceram nesse tempo que estão por aqui?

Orlean: Humm..Imigrantes, Radial, São Miguel, São Bernardo, Cabo Sul, Continental e nessa pistinha que estamos gravando hoje (Viaduto Jacareí).

CG: Destes lugares que vocês foram, quais são os que vocês mais gostaram?

Cleiton: As que mais gostamos de andar foram a da Radial e a de São Bernardo. A Radial por ter obstáculos diferentes e altos além da piscina de espuma, que ajuda muito para aprimorar nossas manobras. A de São Bernardo nós gostamos pela extensão dela, onde todos podem andar juntos, e também pela quantidade de obstáculos diferentes por todo o parque.

CG: E a cena lá em Rio Branco, como é? vocês tem pistas por lá?

Orlean: A cena está crescendo, tivemos altos e baixos mas agora só tem crescido. Temos uma pista que fizemos de madeira na cidade do Gustavo, e em Rio Branco tem o tropical e a do canal da maternidade. Andamos muito na rua também. Eu acho que com essa experiência que estamos tendo aqui, o pessoal vai voltar muito mais adrenado cheio de idéias novas.

CG: Com a experiência da Radial, vocês já tem algumas idéias para implantar em relação a obstáculos na pista de vocês? Por exemplo, vocês me disseram que não tem spine e nem rips.

Cleiton: Na verdade a gente está precisando de um lugar fechado pra poder construir uma pista pois a gente sofre muito com as temporadas de chuvas. A gente fica muito tempo parado, e cai muito a nossa produção. São praticamente 6 meses por ano de chuva intercalado com sol. E sobre os obstáculos, estamos sim com idéias novas para fazer por lá.

Gustavo: É que no Acre são apenas duas estações , inverno e verão!

Cleiton: Estamos sofrendo muito aqui, pois como não temos rampas tão altas e com tanta transição fica difícil desenvolver nosso BMX, mas nosso tempo aqui está sendo bom pra podermos melhorar esse nosso outros lado já que nossa pegada mesmo é o real street. Pra você ter uma idéia eu aprendi flair na Radial, pois um dos obstáculos (quarter para a 45) permite treinar a manobra sem muitos riscos de acidentes.

CG: Hoje, quantos praticantes de BMX existem na cidade além de vocês?

Rudson: Aproximadamente uns 20 pilotos

CG: Mas do nível de vocês?

Rudson: Não, do nosso nível temos mais três. Tem também um iniciante chamado Michel que está se destacando bem.

Agradecimentos?

Gustavo: Sk8 Manutenções e ao Brás design, além do ACBMX que me incluiu nessa trip

Todos: Gostaríamos de agradecer ao Tutano, Tia preta, Yara e a Graciete pela acomodação e o Gerliano pela força no projeto da nossa trip.

Segue o vídeo:

 

Orlean | Foto: Cris Glass

 

Gustavo | Foto: Cris Glass

 

Dia da gravação na Imigrantes | Foto: Rafael Souza

 

Dia da gravação na pista do centro | Foto: Cris Glass

 

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