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10 dicas para não ser o mané no park

Tá certo, é um espaço público, mas nem por isso é que você tem o direito de ficar sentado na borda da transição contanto suas lorotas, dropando na frente dos outros ou ficar brincando de escorregar na 45, por isso, cito 10 dicas para que você não seja o mané do “skate” park.

 

1. Não seja um Zoião.

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Respeite a fila e espere sua vez. Em todos os parks, existe uma espécie de fila invisível entre todos os usuários ( bikes, skatistas e rollers, geralmente)  e todos ”geralmente” sabem mais ou menos a linha que cada um esta andando, por isso, é possível até que se drope junto com outra pessoa, desde que se saiba que não vai atrapalhar a linha de alguém que já estava andando.

 

2. Não seja um Maratonista.

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Sabemos que você é um super atleta e tem um verdadeiro arsenal de manobras e que poderia andar o dia inteiro sem repetir uma única trick , mas cara, tem mais gente pra andar, então calcule mais ou menos o tamanho da pista e monte um role, onde você faça sua linha e suas tricks, mas tenha consciência que tem gente esperando para fazer o mesmo.

 

3. Não faça entrevistas

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Se você esta começando agora e encontra alguém mais experiente no park, você deve querer saber como o cara passa o spine, como é um no hander, um whip, um bars e o bob? Puxo e pulo? Pulo e puxo? Cheeeeeeeegaaaaaaaa!!!

Isso pode ser muito irritante e afastar qualquer um de você, ao invés disso tente cumprimentar o cara e fazer um pergunta simples e curta e deixe que depois role uma conversa naturalmente, tipo,” E ai cara? Muito louco seu role, que quadro é esse? Valeu vai lá!

 

4.Cada um no seu quadrado.

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Se você quer aprender bob, bob 180, bob 360, manual, fazer uma selfie pra postar no facebook com uma frase idiota ou qualquer outra coisa que não envolva os obstáculos do park, então, faça fora!  Não atrapalhe quem está tentando andar!

 

5. Não seja um Fela…

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É muito comum eu ouvir da galera do nosso esporte que não temos apoio e que o esporte não cresce, mas os mesmos que reclamam, muitas vezes não incentivam e tratam mau quem é mais novo e está começando. Seja educado com os pequenos, com um pouco de paciência eles logo param de incomodar. E aí quem sabe, no futuro, aquele pivete chato te de um autógrafo.

 

6. Evite ser o ”Bonzão”.

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Não, não estou dizendo pra você não dar tudo de si no seu role, mas se tem alguém tentando uma manobra com certa dificuldade para acertar, você não precisa ir lá no mesmo local que a pessoa e acertar a mesmíssima manobra na cara da pessoa como se fosse a coisa mais simples do mundo. A não ser que seja seu camarada, ao qual você não tem muito respeito, ai sim, faça a manobra e grite ” NA SUA CARA, TROUXA”.

 

7. Não sente na borda.

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Não amiguinho, isso não é um banco. Sai daí C@$**!!!!

 

8. Respeite os locais.

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Se for a primeira vez que vai a um local, por mais que a pista esteja fazia, tente saber o que acontece por lá para que você não desrespeite o local e nem os locais, não acontece em todas as pistas, mas algumas pistas são cuidadas com enorme carinho, por tanto, não saia enfiando as suas pegs em tudo quanto é canto, fazendo buracos e depois vai embora, demonstre respeito. Você poderá ser convidado a sair da pista e nunca mais voltar, de forma violenta. (não que eu concorde com a violência, mas sabemos que isso é o que rola nas ruas)

 

9. Se ligue nos skates.

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Sei que é uma mania do cacete, o carinha do skate parado com o skate na borda sem dropar, mas a galera do skate, usa a pista de uma forma bem diferente dos bikers, o espaço que ocupam e suas linhas são bem diferentes das nossas, mas os caras são de boa, quando se deparar com uma situação dessas, ao invés de ficar olhando de cara feia no canto, use a educação, as vezes um ”ae man, cho passa aí” já é suficiente.

 

10. Desculpa então.

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E por ultimo, todos estamos sujeitos a fazer uma meeerda, tipo, dropar na frente do outro, pular em cima de alguém, deixar a bike dar aquela escapada e voar “sem querer” em cima de alguém, mas aí é muito simples, peça desculpas, tipo, “foi mau aí brodi”.

Essa matéria foi inspirada do site ridebmx “10 things not to do at a skatepark“. Click no link para a original.

Imagens ilustrativas

Cena do Cross – Um mapeamento dos Dirts no Brasil

Este é um projeto muito legal. Idealizado pelo Henrique Castro e pelo Maurício Cassulino do Clickbmx.
O projeto consiste em tentar mapear todos os Dirts do Brasil. Por enquanto eles estão começando por São Paulo mas o primeiro episódio é no Sul de Minas Gerias , na cidade de Cambuí. O local é conhecido como “Dona Ana Trails”.
Esta é uma ideia muito boa e esperamos que eles consigam apoio para poder realiza-la pois hoje eles estão bancando do próprio bolso. Então, você empresário do setor que gostaria de ajudar no projeto, entre em contato com eles e ajude a tornar este sonho uma realidade.

 

Entrevista: Danilo Bueno

Hoje, inauguramos aqui uma sequência de entrevistas com alguns dos pilotos e pessoas que fazem o BMX acontecer no Brasil. O primeiro da essa lista é o Danilo Bueno, conhecido como “Ferruge”.

O Danilo é um cara que eu admiro muito, pois é um piloto dedicado aos treinos e tem mostrado uma grande evolução nos últimos tempos. Uma coisa que tenho reparado nele, é a sua frieza em competições como ele mesmo explica na entrevista a seguir.

Cris Glass – Vamos começar pelo básico. Idade , tempo de bike e onde mora?

Danilo Bueno – 22 anos de idade, 7 anos de bike e sou de Ponta grossa, Paraná.

CG – Como você comecou a andar de BMX? e qual foi sua influência?

DB – Eu sempre gostei de bike. Tinha alguns amigos que andavam, e eu comecei a curtir aquilo. Então, não fiquei sossegado até arranjar uma bicicleta pra mim e começar a andar.

Sobre as influências, acho que foram os meus amigos mesmo.

CG – Qual é sua rotina de treinos?

DB – Treino quase todos os dias. Na semana, gosto de andar no pôr do sol pra fazer um rolê suave. Nos fins de semana, prefiro andar de bike até não aguentar mais (risos).

CG – Você entrou para o time da Shadow. Como tem sido sua vida desde então? O que mudou?

DB – Tem sido muito bom. Sempre converso com os caras da marca. Um pouco antes da Simpel Session, eles me pediram uma foto para usarem na sessão de autógrafos. Então, quando eu percebi, estava ali, junto com os caras do time, em plena Simpel Session autografando minha foto pra gurizada. Isso foi bem legal!!!

Financeiramente também melhorou muito, pois agora posso me concentrar em treinar e divulgar meu trabalho com mais tranquilidade.

Paradinha em Amsterdam antes de ir para Tallinn, Estônia. Foto: Rui Ogawa.

Autógrafos com o time da Shadow. Foto: Alex Baret - Greenfilms / Divulgação

CG – Você nunca tinha viajado pra fora, conte um pouco como foi a experiência na Simpel Session.

DB – É muito bom conhecer lugares diferentes e viver aquela loucura de mistura de línguas no meio de um monte de piloto que eu só tinha visto por vídeos e fotos… Foi a melhor experiência que já tive na minha vida até agora.

CG – Achei que sua volta foi muito boa, manteve a calma em situação que para um “novato” em campeonatos dessa importância é muito difícil. O que você sentiu quando estava ali, esperando sua vez?

DB – Eu fiquei  menos nervoso do que eu achava que eu iria ficar. Consegui manter a calma, fazer quase tudo que eu queria fazer. Por incrível que pareça, pra mim foi como qualquer evento aqui no Brasil. Depois da primeira volta, eu relaxei.

CG – A competição te fez mudar de alguma forma a sua maneira de treinar? Ou não teve influência nenhuma?

DB – Eu vi que tenho que ter menos medo de me jogar nas manobras. Lá fora é incrivel, os caras não tem essa de “putz,  não vai dar”; os caras vão e fazem.

CG – Quais os planos para esse ano? pretende participar de mais algum evento lá fora?

DB – Sim. Talvez o The Baltic Games e a Summer Session.

CG – Tem alguma manobra nova saindo do forno?

DB – Estou treinado Barrel Roll.

CG – Gostaria de agradecer alguém?

DB – Sim. Meus patrocínios, Faithbike, The Shadow Conspiracy, Intoxica, Atitude Distro , meu irmão e minha mãe e alguns grandes amigos como o Marco Selbach, Alan Carvalho, Danilo Cius, André Jesus e William Gabriel  “Abobadinho” .

 

Segue o novo vídeo de Danilo Bueno “Ferruge”.

Paulinho Saçaki website

Mais um site de piloto que vale a pena conferir.
Paulinho Saçaki  lançou um site que conta um pouco da história dele com fotos , vídeos e um blog onde você pode acompanhar sua trajetória.

Clique na imagem e visite o site.

 

Drac BMX, 15 anos

No dia 5 desse mês, a Drac completou 15 anos no mercado do BMX. Infelizmente eu vivi apenas 3 deste período.

O Infelizmente, é no sentido de ter perdido toda essa fase e a evolução que o esporte teve no Brasil.
Ouvia falar do Drac na época do Ibira quando ele enchia a mochila de bugigangas e vendia suas peças por la.
Não tive contato com ele pois logo depois parei de andar. Só fui encontra-lo de novo em 2008.

Nessa época eu andava de 26 e fui na loja dele para comprar um cabo de freio e sai de la com meus primeiros trabalhos com o BMX. Artes para camisetas Drac e Start.
O Drac é um cara que eu devo muito pois ele me ajudou demais me indicando trabalhos e apresentando muitos dos amigos que tenho hoje no esporte.
Minha primeira  BMX  foi montada por ele e todas as peças que tenho sempre comprei na Drac. A loja do Drac não é só uma loja, é uma instituição do BMX.
Quantas tardes não passei ali trocando idéias sobre bikes e assistindo vídeos com um monte de vagabundo. Tinha dia que tinhamos que sentar no chão pois as cadeiras eram disputadas a tapa.
Ponto de encontro até hoje para a pedalada até a Radial, é impossível não ficar ali um tempo jogando conversa fora, apertando os freios das bikes e mexendo naquela bagunça..isso é viciante kkkkk!!!

Drac e André Ribeiro.

Eu já fazia alguns vídeos com os caras do 26 mas o meu primeiro só de BMX foi na última JAM que o Drac realizou na finada Praça Roosevelt. Saudade dessas Jams, eram pura loucura.

Aqui foi uma semana antes, um encontro só pra se divertir


 

Aqui a competição de BOb


 

Aqui dois vídeo que estavam na gaveta com edição simples que eu nunca finalizei.

Competição de corrimão

 

Os faia nossa da competição

 

Na sequência,  mais alguns vídeo onde o Drac aparece no rolê ou só fazendo fita.

No faia nossa da apresentação da loja.


 

Campeonato de New e Old School organizado por ele com a galera de Taubaté.


 

Caracas no fim de semana


 

Boa Bike Check – Esse vídeo nós fizemos juntos


Asôôôôôôôôôô!!!

Queria agradecer ao Tiozão por todos esses anos juntos. Pelos rolês, as risadas, os cafés da tardes, as puxadas de orelha no spine kkk, que continuo fazendo errado,  e por toda a ajuda que ele me deu e continua a dar.

Me lembro quando entramos no apartamento que ele comprou e ele disse ” Carai, comprei isso aqui graças ao BMX”. É mano, você é um merecedor pois é trabalhador e sempre se dedicou ao que gosta.
Desejo muito anos de vida no esporte.

Cris

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