William Gabriel Abobadinho
O Abobadinho esteve em São Paulo e no período que ficou por aqui se armou com os irmãos Rios para fazer um vídeo na cidade. Como o cara é acelerado e não perde tempo gravando, acabou sofrendo um tombo e trincou o punho.
Isso atrapalhou a ideia inicial da EAL, que era pegar mais imagens e montar um vídeo mais completo.
Más tudo bem. O pouco que o Abobadinho andou já foi suficiente pra ver que ele está em crescente evolução e figura como um das grandes promessas do BMX street nacional.
Filmagem: Marcelo Rios / Filmagem adicional Danilo Rios
Edição: Marcelo Rios
Anderson Ribeiro – Dreambmx
Depois de muito tempo finalmente consegui finalizar o vídeo do Anderson Ribeiro (Kakaroto).
Ele já estava trocando o quadro pela terceira vez rsrsr. Mas o motivo da demora tem explicação.
Depois que vi ele andando na rua, fiquei impressionado com a habilidade que ele tem. Tentamos estender um pouco mais a captação de imagens pra poder tirar o máximo dele, mas por vários motivos ficou difícil de nos encontrarmos nos fins de semana e vamos deixar pra fazer um vídeo só de rua com ele mais pra frente.
Sempre tive uma dúvida em relação a ele pois quando o conheci, ele andava somente na pista de Jundiaí.
É meio que normal ver um local andando muito onde ele tem intimidade e quando sai pra andar em outros lugares acaba levando um choque. No caso dele, isso não aconteceu. Quando levamos ele na Radial antiga, pista que vi muito nego PRO apanhando pra pegar a linha, o garoto não travou e em duas voltas as rampas tortas já estavam com as curvas perfeitas rsrsrs.
Na rua foi a mesma coisa. Ele é o tipo de piloto que é muito fácil de filmar pois erra pouco e ainda acrescenta níveis de dificuldade no que você pede pra ele fazer.
Saímos duas vezes pra gravar. Uma de semana e outra num Domingo, onde passamos o dia todo judiando do menino.
Ele dava corda e a gente pedia mais rsrsr. Mesmo andando com a mão machucada desde manhã, ele representou e deu o máximo que pode.
As imagens de parks foram feitas em 3 finais de semanas. Um Sábado de manhã na Imigrantes e outros dois em Jundiaí.
Resumo da história. O Kakaroto tem um grande futuro pela frente no esporte. É habilidoso, está adquirindo mais estilo e tem treinando aereos mais alto, coisa que falta um pouco pra ele.
Me sinto com a sensação de dever cumprido por poder ajuda-lo a aparecer como deveria. Com este, são 3 vídeos que fizemos juntos. Os dois primeiros ele era piratinha, agora está com o apoio da DreamBMX que acreditou no garoto.
PS: É certeza de ter algum nóia que vai contar a quantidade de bar spins que ele faz no vídeo rsrsr. Veja que quase todas as entradas e saidas de manobras ele encaixa uma rodada no guidão.
Veja algumas fotos de como foram os dias que gravamos.
- Em ação em Jundiaí. Foto Wilson Julião
Deven Ferrer
Podeira dizer que este é um vídeo de street flow. Muitos manuals, noses e variações de hang five num ritmo bem tranquilo controlado por um freecoaster muito bem usado.
Essa quem mandou foi o mano Drac. Valeu Zé!!
EAL. SP
Vídeo dos irmãos Rios com Matheus Castro, Diego Amaral, Vagner Tutano, Douglas Coruja, Renato Franca e Pedro Xuxa nas ruas de São Paulo.
Muito bom ver o Vagner Tutano e o Douglas Coruja envolvidos com o BMX de São Paulo. Isto mostra que com o talento, humildade e bom caráter, os caras se dão bem em qualquer lugar.
Filmado em conjunto pelo Marcelo o Danilo e o Vitinho. Editado pelo Danilo.
Praça Roosevelt

Hoje o Facebook bombou com a reprodução do vídeo do “guarda” da GCM agredindo skatistas que andavam na praça.
O vídeo começa depois da confusão. Não da pra saber o que houve realmente, pois há acusações dos dois lados.
Ontem estive lá para gravar um vídeo de BMX e fiquei impressionado com a quantidade de gente que está frequentando a praça.
Na primeira tentativa de gravar uma manobra em um banco,fomos abordados por um policial visívelmente alterado.
Nos recebeu com xingamento como se estivesse falando com bandidos. Ele já tinha avisado um dos nossos amigos que não podia usar o banco mas nós não sabíamos disso, fomos saber depois. Usamos pois vimos skatista usando também.
Depois de uma calorosa discussão, desistimos de usar o banco e fomos usar uma mureta de cimento. Enquanto filmávamos, vi de longe um casal de idosos junto a 3 guardas apontando pra nós e falando algo. Não demorou para o grupo de guardas virem até nós explicar que ali também não podíamos ficar.
Após uma longa conversa, com argumentos dos dois lados desistimos também de usar a mureta.
Nova tentativa agora em uma rampa inclinada que achamos ao lado do posto policial. Dois minutos de uso e um grupo de policiais, agora mulheres, chegam para nos explicar (com muita educação) que ali também não poderíamos usar. Mais uma rodada de debates sobre o porquê de não podermos usar a rampa. A alegação era que é uma caixa d’água e poderia quebrar. Impossível pois a base era de cimento mas como respeitamos a ordem deixamos queto.
Por fim, nos sobrou a parte da frente que fica ao lado da Avenida da Consolação. Lá, vimos o uso do espaço sendo feito sem nenhuma restrição, alguns skatistas estavam gravando um vídeo e todos os obstáculos estavam sendo usados.
Conversando com alguns skatistas, descobrimos que aquela parte era liberada e que poderíamos usa-la sem problemas.Pois bem, usamos e gravamos o que queríamos.
Voltando agora a polêmica que rolou com o vídeo. Nas quatro horas que ficamos por lá, o que vi foi uma bagunça generalizada. Skaters, rollers, bikers, crianças, idosos e famílias inteiras dividindo o mesmo espaço.
Do meu lado, um cara treinava um ollie 180 numa rampa que dava acesso a praça, um perigo mortal pois se o skate do cara escapasse poderia atingir em cheio alguém que viesse por essa rampa. Em outra parte, um skater também treinava em uma mureta e o skate dele serviria de míssel caso ele perdesse o controle e coitado de quem estive passando ali na hora e no lugar errado.
Ver aquilo me deu uma agonia pois nós, que andamos em pistas juntos, sabemos os riscos e somos mais treinados para ter atenção a isso. Uma praça que não é uma pista não pode ser usada assim. As pessoas que frequentam não são obrigadas a passar por riscos deste tipo. Mas então de quem é a culpa?
A Roosevelt era uma praça tradicionalmente conhecida na prática do skate e do BMX por conta de suas linhas que lembravam uma pista de street.
Vários rumores cercavam a reforma. Uns diziam que teria uma pista, outros diziam que seria um boulevard e depois de pronta não ficou nem uma coisa e nem outra. Pra quem anda de street tanto de skate como de bike, olha aquilo e vê um pista de street. Mas quem não anda vê a praça como uma praça. De novo, de quem é a culpa? Da polícia não é, eles estão lá pra manter a ordem e a segurança do lugar, coisa que o tão famoso guarda da internet fez perder quando abusou da autoridade causando revolta em quem vê o vídeo.
Não sou advogado de ninguém. Acho que o guarda que fez aquilo tem que pagar pelo ato de tratar um cidadão que está praticando um esporte como um “vagabundo”, que foram as palavras que ele usou, e de manchar a GCM com uma atitude totalmente violenta.

Nova praça Roosevelt – Foto divulgação
Está tudo errado nesse bolo. Policiais despreparados, skatistas e bikers que andam e não percebem o mundo ao redor deles pondo em perigo pessoas que estão lá pra se divertirem, um conflito na ordem do que pode ou não usar na praça, o descaso da parte do governo que toma conta da praça e não dá as caras nessa hora e finalmente dos “engajados” da internet que nunca foram lá e nem nunca andaram de skate ou bike e ficam reproduzindo o vídeo com xingamentos sem nem mesmo saber o que é verdade ou não.
Penso nos policias que trabalham na praça como pessoas que estão fazendo seu trabalho. Os que não estão aptos pra isso deveriam ser reciclados e os outros, que fazem seu trabalho com respeito, deveriam ter o apoio de quem toma conta da praça com informações corretas para passar para a população e determinar de uma vez qual o objetivo da praça Roosevelt.

A antiga Roosevelt e o skate sempre presente – Foto divulgação

O fundo do poço. Foto divulgação
Tudo isso reflete a carência que a população do centro tem em relação a falta de um lugar para a prática de esporte, seja esporte radical ou não.
Os protestos deveria se focar em petições para a criação de um espaço no centro como é a do parque de São Bernardo do Campo.
Fiz um post no facebook falando sobre o lugar onde era o Edifício São Vito, vulgo Treme-treme que ficava na região do Parque Dom Pedro II.
Quando estavam demolindo o prédio, houveram rumores que seria uma praça onde teria ligação até o colégio que fica ao lado do metrô interligando também o museu do Catavento. Bom, depois de demolido o que ganhamos? Um estacionamento pra abrigar os carros de quem vem ao mercadão. E o povo? que povo? que parque? pra que? Foram só rumores mesmo.
Voltando a Roosevelt, a solução seria ou reservar uma parte da praça para o uso do esporte ou a construção de um novo espaço para os atletas treinarem.
Skate não é esporte de maloqueiro e nem de desempregado, skate é um esporte sério como o BMX e o Patins. Existem atletas que vivem disso e sustentam suas famílias com este trabalho. Generalizar como vagabundo o praticante como fez o guarda não leva a lugar nenhum e só mostra a ignorância como as dos que generalizam a polícia como uma entidade violenta.
Queremos pistas e espaços públicos para lazer, queremos nossos direitos como cidadãos. Queremos um Anhangabaú sem nóias e sem sujeira, queremos a praça da Sé como um lugar onde podemos ir no fim de semana com a família. QUEREMOS UM CENTRO REVITALIZADO PARA PODERMOS NOS DIVERTIR NOS FINAIS DE SEMANA.



















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